Todos os dias, lemos ou ouvimos notícias sobre mulheres que foram mortas por seus companheiros ou ex. Não importa grau de instrução, idade, religião ou posição social, a violência contra as mulheres ainda se perpetua em todo o mundo em pleno século 21. O caso da iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani, cuja condenação a morrer apedrejada provocou uma onda de manifestações na comunidade internacional é um exemplo. No Brasil, a situação não é muito diferente. Maria da Penha Maia Fernandes é uma biofarmacêutica brasileira, mais uma vítima da violência doméstica. Com 60 anos e três filhas, hoje ela é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, vítima emblemática da violência doméstica.
Segundo a pesquisa Instituto Avon/Ibope – Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil, realizada em 2009, 55% dos brasileiros afirmam conhecer uma mulher que sofreu ou sofre agressões de seu parceiro.
Nós, mulheres, não devemos ficar caladas perante essa situação. Devemos ter consciência de nosso papel na sociedade. Devemos informar
Nossos filhos e filhas, amigos, amigas, parentes sobre o que é a violência doméstica. Existem mecanismos de ajuda, instituições e ONGs que apóiam a causa da mulher. Além disso, toda mulher deve ser independente economicamente e aprender que a violência não precisa ser necessariamente física, mas, também psicológica. O agressor não deve ficar impune e toda mulher deve dar um basta a companheiros que desestimulam seu crescimento intelectual ou pessoal.
Dizer não à violência contra as mulheres é adotar ações práticas, individuais e coletivas de denúncia e apoio às vítimas de violência. A Lei Maria da Penha é uma das melhores legislações do mundo. Falta mais rigor na sua aplicação pelo sistema de justiça e segurança.
Diversas instituições e empresas vêm investindo para dar um basta à violência doméstica. O Instituto Avon, lançou no dia 23 de novembro, junto o Unifem Brasil e Cone Sul (Fundo de Desenvolvimento
Das Nações Unidas para a Mulher – parte da ONU Mulheres) os portais “Violência contra as Mulheres – Quebre o Ciclo). A Avon Brasil doou R$ 1,5 milhão para a viabilização do projeto.
O portal direcionado a advogados (as), delegados (as), promotores (as), defensores (as) públicos e juízes (as) destaca políticas públicas e serviços de proteção e defesa dos direitos das mulheres e de assistência social e psicológica às pessoas que vivenciam o problema da violência. Já o portal voltado para jovens de ensino médio, um universo de cerca de 10,2 milhões de estudantes, incorpora formas lúdicas de transmissão de informações como aplicativos audiovisuais, mídias interativas, jogos, passatempos, entre outros.
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