Os homens, na faixa dos 50, têm problemas sérios. Barriga grande, cabelos ralos e falta de bom senso na hora da paquera. Em um universo, considerado masculino, as mulheres avançam no mundo jornalístico. Todos os dias, temos histórias interessantes em nosso universo, que vão além dos noticiários.
Sempre tem um editor dando em cima da estagiária ou um garotão novo que virou alvo das jornalistas divorciadas, viúvas e com mais idade. Quando saímos às ruas, tomamos as cantadas mais toscas. Eu já ouvi as mais interessantes. Duvido que vocês já tomaram uma dessas. Entrevistei um homem extremamente religioso, um fanático quase e, é claro, um cinquentão...Conversa vai, conversa vem e ele encantado com minhas curvas e pernas. No final da entrevista, ele disse que iria orar por mim e pelo fotógrafo (gordinho e metido a Casanova). No escritório do entrevistado, começamos a orar fervorosamente, após a entrevista, é claro!!!
Qual foi a surpresa? Ele disse que precisava falar urgentemente comigo. Colocou meu fotógrafo para fora da sala e disse taxativamente: “Dona Lúcia, Deus falou comigo! Ele disse que a senhora conseguirá um novo amor! A senhora poderá dar o número do seu celular para mim?” Qual é, Deus não deu o meu número para ele? Claro que educadamente disse que não poderia dar meu celular porque era política da empresa não darmos nosso número. Ele ficou alucinado ligando para mim na redação durante três meses... Depois dessa perseguição, acredito que Deus enviou uma nova mensagem para ele: “Se toca meu filho, a mulher não quer qualquer coisa com você!!!”
O segundo caso foi com um colega revisor. Na casa dos seus 56 anos, apaixonou-se perdidamente por uma estagiária da pré-mídia. No dia do aniversário da garota, foi a uma loja de chocolates chiquérrima e enviou para ela flores, bombons e, é claro, o famoso convite... Nem precisa falar no que deu, né? A garota enviou todo o material para o departamento de Recursos Humanos. Ele foi advertido que da próxima vez, teria uma carta de demissão em sua mesa... Quando soube do enredo, outro revisor (57 anos) dizia aos berros: “Por causa dessa história, só vou paquerar somente gatinhas com idade acima de 44 anos. Deste jeito, não terei problemas com o RH. Não tenho vocação para Tio Sukita”.
A terceira história é hilária. Sempre saio a campo com três fotógrafos. Cada um com sua com sua mania, difíceis de contornar. Um deles possui um fetiche incrível. Ele adora mulher fardada. Não importa a patente... Bastou usar uniforme e de preferência do Corpo de Bombeiros que o homem pira...O segundo é metido a galã. Em uma das reportagens, ele resolveu investir em cima de uma cantora lírica. Só que quem resolveu investir em cima dele foi o maestro gay enorme com cara de Pavarotti. Ele tornou-se alvo de gozação entre os colegas. “Quem diria, hein? Você deu em cima da soprano e quem dá em cima de você, é o tenor!!! O terceiro é vítima da mulherada. Casado convicto não tem olhos para outra mulher. Durante uma reportagem virou alvo de uma militar. A mulher, que possui alta patente, liga atrás dele na redação e quando encontra comigo, vive perguntando sobre o fotógrafo. Tenho medo que ela acabe me enquadrando (rsss)...Nessas histórias, descobri que o feitiço virou contra o feiticeiro...
quarta-feira, 16 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
Quem vive de passado é museu
Existem pessoas que insistem em viver no passado. Chegam a cheirar a mofo... Modos, cabelos, ideias... Em pleno século 21, elas ainda insistem em admitir que o comunismo em Cuba é ótimo, que as músicas do "seu tempo" são as melhores ou simplesmente ficam repetindo a mesma história.
Tenho um amigo que é deste tipo. Depois de muito tempo sem vê-lo pessoalmente, encontrei-o. Nossa... pensei que ele havia mudado... Não repete que o comunismo em Cuba é ótimo, mas, fica repetindo o mantra de que todo muçulmano é terrorista. Que todo cristão é perseguido no Oriente Médio... Cheguei a enviar pilhas de respostas consistentes sobre relações internacionais (afinal, sou professora universitária e tenho um longo tempo de pesquisa na área) no Facebook. Não adiantou... só piorou...É um homem inteligente mas com visão distorcida...Outra história que deixa-me irritada, é a contínua e massacrante conversa de que o Flamengo é o lixo do futebol no Rio de Janeiro e que a Globo aliena as pessoas (como se as pessoas não soubessem). Tenho uma outra amiga que também é deste tipo. Só ouve música do seu tempo... Meu Deus, o meu tempo é agora e não no passado.. Não dá para reviver uma história que já passou... Aprendam recordar é viver, mas, quem vive do passado é museu...
Tenho um amigo que é deste tipo. Depois de muito tempo sem vê-lo pessoalmente, encontrei-o. Nossa... pensei que ele havia mudado... Não repete que o comunismo em Cuba é ótimo, mas, fica repetindo o mantra de que todo muçulmano é terrorista. Que todo cristão é perseguido no Oriente Médio... Cheguei a enviar pilhas de respostas consistentes sobre relações internacionais (afinal, sou professora universitária e tenho um longo tempo de pesquisa na área) no Facebook. Não adiantou... só piorou...É um homem inteligente mas com visão distorcida...Outra história que deixa-me irritada, é a contínua e massacrante conversa de que o Flamengo é o lixo do futebol no Rio de Janeiro e que a Globo aliena as pessoas (como se as pessoas não soubessem). Tenho uma outra amiga que também é deste tipo. Só ouve música do seu tempo... Meu Deus, o meu tempo é agora e não no passado.. Não dá para reviver uma história que já passou... Aprendam recordar é viver, mas, quem vive do passado é museu...
Nem tudo que reluz é ouro
Vida em uma redação de jornal é uma loucura. Nos horários de fechamento, uma pessoa leiga diz que aquele local parece um hospício. Por todos os lados, pode-se ver in loco, um chefe gritando e o repórter suando para terminar a matéria a tempo.
Porém, no horário da calmaria, todos se deslocam para a copa para tomar um cafezinho. Jornalista não vive sem ele... Conversa vai, conversa vem e a mulherada resolve contar como foi o final da noite anterior em uma conhecida casa noturna...
“Meninas, eu acho que tenho um problema sério. Tenho uma história triste para contar para vocês...”, diz a repórter recém-divorciada, no alto dos seus 40 anos...
A roda da mulherada aumenta e a curiosidade também...
“Gente, ele é tudo de bom... O problema é comigo. Ele é lindo, alto, inteligentíssimo. O tipo que qualquer mulher em sã consciência levaria para a casa ou pelo menos para a cama, eu juro”, diz.
Papo vai, papo vem, mão vai, mão vem... E de repente, minha amiga consegue finalmente levá-lo para o motel... Depois de quase três horas de amassos, troca-troca, o garotão (aparelho genital do rapaz) simplesmente não funciona. Ela insiste e num ato de nobreza (como toda mulher educa faz) nem comenta a falta de proeza do garotão...
No dia seguinte, marcam um encontro e novamente partem rumo ao motel. Mais três horas de tentativas e nada...
“Juro, gente, o problema é comigo”, repete a jornalista. De repente, a copeira resolve entrar na conversa e diz: “minha cara, o problema é mesmo seu. Você não viu que o cabra é broxa, não funciona ou não gosta de mulher?”...
Todas caem na gargalhada e minha amiga (num gesto de nobreza) liga para o garotão e passa o endereço de um conhecido urologista. “Quem sabe, né, de repente, dá certo entre a gente”...
Desta história, eu aprendi uma lição: “nem tudo que reluz é ouro” ou “pior cego é aquele que não quer ver”...
Porém, no horário da calmaria, todos se deslocam para a copa para tomar um cafezinho. Jornalista não vive sem ele... Conversa vai, conversa vem e a mulherada resolve contar como foi o final da noite anterior em uma conhecida casa noturna...
“Meninas, eu acho que tenho um problema sério. Tenho uma história triste para contar para vocês...”, diz a repórter recém-divorciada, no alto dos seus 40 anos...
A roda da mulherada aumenta e a curiosidade também...
“Gente, ele é tudo de bom... O problema é comigo. Ele é lindo, alto, inteligentíssimo. O tipo que qualquer mulher em sã consciência levaria para a casa ou pelo menos para a cama, eu juro”, diz.
Papo vai, papo vem, mão vai, mão vem... E de repente, minha amiga consegue finalmente levá-lo para o motel... Depois de quase três horas de amassos, troca-troca, o garotão (aparelho genital do rapaz) simplesmente não funciona. Ela insiste e num ato de nobreza (como toda mulher educa faz) nem comenta a falta de proeza do garotão...
No dia seguinte, marcam um encontro e novamente partem rumo ao motel. Mais três horas de tentativas e nada...
“Juro, gente, o problema é comigo”, repete a jornalista. De repente, a copeira resolve entrar na conversa e diz: “minha cara, o problema é mesmo seu. Você não viu que o cabra é broxa, não funciona ou não gosta de mulher?”...
Todas caem na gargalhada e minha amiga (num gesto de nobreza) liga para o garotão e passa o endereço de um conhecido urologista. “Quem sabe, né, de repente, dá certo entre a gente”...
Desta história, eu aprendi uma lição: “nem tudo que reluz é ouro” ou “pior cego é aquele que não quer ver”...
Assinar:
Comentários (Atom)